O VERDADEIRO DESAFINADO. Desde que vi Os Desafinados, questiono-me: por que diabos deixaram Rodrigo Santoro se arriscar como cantor? A dublagem seria a opção correta, haja vista que o ator brasileiro (futuro par gay de Jim Carrey em I Love You Phillip Morris) não tem uma voz minimamente aceitável para entoar cânticos da Bossa Nova. Quanto ao piano, tudo bem, ele não compromete (apesar da notória falta de "postura"). Cantando, porém, seria capaz de arrancar os cabelos de Simon Fuller. Menos mal que Walter Lima Júnior e companhia foram precavidos em relação a Cláudia Abreu. A cantora que faz a dublagem, por sinal, tem uma voz realmente agradável.
Clique aqui para ler a crítica de Os Desafinados, publicada no [EM CARTAZ]. Em breve a crítica de Linha de Passe.
REFLEXÕES DA SEMANA. Eu sou o único que assiste History Channel. E Alfred Hitchcock Presents, também conhecido no Brasil como Suspense, do TCM. Provavelmente, um consumidor solitário de Fanta Uva (em detrimento da famigerada Coca Cola) após o almoço. Sem falar na minha capacidade de dormir enquanto ando (isso já rendeu pequenos e vergonhosos acidentes). Um dos poucos que tem coragem de beber Jivago e puxar conversa com uma mulher que fuma Derby vermelho (ha, ha). O último dos usuários do Netscape (ha, ha²) e que segue convicto de que nunca participará de uma comunidade cuja nomenclatura é eu odeio alguma coisa. Assim como não vê sentido em aderir ao Blip.fm, uma das recentes modinhas da internet. Tal como assiste (esporadicamente, no duro) a um ou outro capítulo de Os Mutantes, da Record.
Foda-se. Peculiaridades nos diferem.
Na próxima coluna O Bom Brasileiro, a dialética do diferencial.
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