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CRONOLOGIA TEXTOS MEMORÁVEIS
 refletindo sobre o futuro
@ Hanrrikson de Andrade
NO RIO DE JANEIRO
Junho 30, 2005
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o meu pensamento nesse momento baseia-se no estado completo de babaquice a qual foi transferido todo aquele meu 'potencial' que era tão enaltecido nos primeiros anos escolares. o mais engraçado é ver as pessoas te cobrando pela pessoa que você não é mais. meu pensamento então estagna-se, tanto pela ciência do marasmo a qual sou submetido, quanto pela dívida que ainda tenho que pagar por ter tido 'potencial'.
o fato é que agora eu posso pegar o meu potencial, colocar num daqueles envelopes de papel pardo, e aguardar o funcionalismo público. ou, então, tentar a sorte buscando uma vida menos condicionada ao relativo sucesso imediato. ou ainda assim aguardar a abertura da nova seleção braçal da comlurb.
 
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 4800 bps
@ Hanrrikson de Andrade
NO RIO DE JANEIRO
Junho 26, 2005
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minha conexão super veloz que tanto me traz felicidades.
 
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 o casal vinte lá do curso pré-vestibular
@ Hanrrikson de Andrade
NO RIO DE JANEIRO
Junho 20, 2005
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O sonho dela era ser puta. Ele queria ser engenheiro químico. Ela queria varar a madrugada fodendo intensamente com o maior número de imbecis que pagassem por isso. Ele queria pernoitar fazendo cálculos e decorando fórmulas. Ela queria usar uma microsaia e um top, e uma bolsinha. Ele queria usar óculos, terno e gravata. Ela queria beber conhaque. Ele queria beber whisky escocês. Ela não tem endereço fixo. Ele não pára em casa. Ela mora com as amigas. Ele mora com os pais. Ela quer simplesmente dinheiro (na verdade não, ela quer poder simular orgasmos e rir da cara dos homens babacas que pagam por isso). Ele quer poder, quer ser líder, quer ter o controle da situação (mesmo que para isso não tire folga nos próximos dez anos). Ela quer viver livremente, sem preocupações. Ele quer viver atrelado ao caos, movido a stress e nicotina. Ela quer fumar por prazer, por glamour, por charme. Ele quer fumar por necessidade. Ela quer vestir roupas coloridas. Ele quer prender-se à baixa cromatografia. Ela tem uma expressão facial vivaz. Ele tem uma cara de sono e de cansado atípico para sua idade. Ela é lépida e tem um sorriso bonito. Ele tem olheiras, boceja mais do que respira e tem marcas de expressão na testa. Ambos são jovens, em mundos diferentes. Estudam no mesmo curso pré-vestibular. E eu achei legal a história dos dois...

cara, eu realmente não presto... ;
curiosidades, aqui e aqui.

ouvindo: galaxie 500 - fourth of july
 
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 desmascarando o próprio leitor deste blog
@ Hanrrikson de Andrade
NO RIO DE JANEIRO
Junho 12, 2005
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Eu gostaria de chamar a atenção dos senhores para algumas situações que acontecem no dia-a-dia das pessoas e que geram um certo tipo de curiosidade em relação ao sentido até mesmo existencial de nossa própria psicologia. É meio como pensar se realmente pensamos, sabe, é como refletir sobre a nossa classificação atual na cadeia zoológica, entende? Bah... ‘O q vc ta querendo dizer, cara?’ O que eu to dizendo é simplesmente que você, que está aí com o seu traseiro espinhento sentado nessa cadeira, olhando com cara de babaca para a tela, pode ser um animal irracional e não estar ciente disso. Vejamos...

A teoria do elevador - Quando você se aproxima para pegar o elevador, e observa que existem já outras duas pessoas esperando, o que você faz? Coloque-se nessa situação: Você se aproxima do elevador, aqueles números acima da porta do elevador que indicam os andares estão acendendo de forma progressiva, o botão do elevador parece iluminado em volta, as pessoas que ali já esperam pelo elevador estão com cara de sono, parecem esperar horas por esse tão cômodo meio de transporte (ninguém se atreveu a descer pelas escadas) e assim, eu te pergunto, o que você faz? Tente puxar pela memória... É óbvio que o único momento que virá à sua cabeça será justamente a daquele seu dedinho sem graça apertando o fadigado botão (existem ainda aquelas pessoas que apertam quatro, cinco vezes, pra ter certeza de que o elevador vai vir, sabe...) que nada pode fazer. Você se junta então às duas pessoas com cara de sono que já esperam pelo elevador, até vir um outro infeliz e praticar o mesmo tipo de ‘ritual’. Isso é um pleno sinal de desrespeito em relação a seu semelhante, que está tão cansado como você, está tão mal humorado como você, e ainda tem que encarar a sua desconfiança babaca de que as pessoas que ali esperam não tenham capacidade intelectual para saber apertar um mísero botão. E também é um sinal de desatenção seu, pois você pode até ser daltônico, caolho, vesgo, mas você certamente vai conseguir observar a iluminação gritante que há em volta da porra do botão.

A teoria do banheiro - Essa é destinada especificamente ao público feminino. Por que diabos as mulheres sempre precisam, digamos, de um apoio psicológico para ir ao banheiro? Será que o fato de ir ao toalete é de tamanha complexidade a ponto de fazer com que a mulher quase sempre necessite de uma outra mulher para acompanha-la na, novamente, complexa e medonha e absurdamente difícil idéia de ‘batalha’ contra o banheiro. Isso, quando elas não formam verdadeiros exércitos, tornando essa ‘batalha’ contra o banheiro completamente desproporcional (até porque o banheiro é apenas um). Deixa eu tentar adivinhar o porquê... Deve ser tipo uma coisa estratégica, né? Uma fica na porta vigiando, a outra de frente para o espelho simulando um retoque em sua maquiagem, a outra finge que procura algo em sua bolsa, enquanto outras duas fazem o que tem que fazer. O engraçado é que depois todas elas voltam caladas (e isso independe do ambiente que você esteja). Voltam como se tivessem feito alguma operação secreta dentro do banheiro, sabe, como se tivessem, sei lá, matado alguém, arrancado a cabeça, jogado dentro da privado, e apertado a descarga. Mulheres que freqüentam o banheiro em dupla, ou em bando, geralmente tem um ar de psicopata, uma expressão fria e calculista, são as do gênero ‘femme fatale’, que acham que vivem vinte e quatro horas coladas umas nas outras, adoram aquele filme idiota, “As Panteras”, têm na vaidade o único conceito de existência e ficam putas se você faz uma piadinha depois: ‘Seja lá o que vocês tenham feito no banheiro, não podia ter sido mais rápido?

A teoria do ‘não pise na grama’ – Essa é a que eu particularmente considero como a maior prova da imbecilidade humana. Não há muito o que falar, creio eu que você deve se considerar um animal racional, com uma cabeça pensante, com uma mente perspicaz, com uma inteligência sagaz, com um raciocínio rápido e super ‘up’, que você seja um membro ativo e atuante na sociedade, que você dê esmolas, que você dê bom dia para o carteiro, que você ande com um sorriso estampado nessa sua carinha de babaca, que você freqüente a missa aos domingos, que seja um cidadão batizado, que tenha feito a primeira comunhão, que seja crismado também, que tenha chorado em seu casamento, que tome a hóstia e se ajoelhe depois (lembre de não rir enquanto estiver com aquela porcaria na sua boca!), que saiba rezar! (eu até hoje não sei rezar o pai nosso e o caralho a quatro! RÁ RÁ RÁ!) Que você é... Que você leve as crianças no Tivoly Park, que explique para elas que o bate-bate é um brinquedo proibido para crianças educadas, gentis e pródigas como elas, que você ainda diga ‘eu te amo, meu docinho de coco!’ para sua esposa (e em seguida dê um beliscão no traseiro dela enquanto ela esquenta a barriga no fogão preparando o almoço), que você a leve a pizzaria no dia dos namorados (lembre de se comportar, nada de arrotar, nada de palitos de dente no canto da boca, nada de cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica...! Não irrite a ‘patroa’ nesse dia, cara!) e que você faça o bom e velho ‘papai e mamãe’ mais tarde (lembre de ser extremamente silencioso para não acordar as crianças! Nada de gritos histéricos, de prazer excessivo, nada!). Para você, mulher, que você seja a âncora da família, que faça toda a gestão psicológica (stress é uma palavra riscada da sua vida). As contas, é você quem paga, mas o dinheiro é o seu marido quem dá. Você é que freqüenta todas as reuniões escolares insuportáveis dos seus filhos, você é que atura uma fila imensa para comprar material escolar, você é que compra o primeiro sutien da sua filha! Já em relação a seu filho, deixe para o pai (isso é coisa de macho e estará acima da sua compreensão). Ele é quem vai buscar de carro nas festinhas (ah, claro! NADA DE BEBIDAS ALCOOLICAS, NADA DE CIGARROS, MUITO MENOS DROGAS ILÍCITAS! MAS SER ALIENADO VOCÊ PODE, TA!? É ATÉ MELHOR, PORQUE ASSIM EU POSSO TE CONTROLAR MELHOR, TE INFLUENCIAR MELHOR, FAZER COM QUE VOCÊ SEJA DA MINHA MANEIRA, COMPREENDIDO!?) e vai conversar com ele sobre namoradas e tudo mais. Quando seu filho crescer, ele é quem vai ensina-lo a dirigir, vai acompanha-lo no alistamento militar (isso é dever de paI, nem tente dar pitaco nisso). Já você, continue cuidando da sua filhinha, que tira boas notas na escola (principalmente em matemática), que não fala palavrões, que senta de perninha cruzada, assim como toda mocinha da idade dela deve fazer. Assim você estará então contribuindo para que o país seja melhor, para que a sociedade seja melhor, ah... É importante não esquecer de ler somente a parte saudável dos jornais pela manhã, evite muita política da sua vida, se ligue apenas em alguns problemas locais, nada de entender sobre superávit primário, nada de informações sobre a queda do dólar, ih, pra que isso? Isso só vai acabar te trazendo stress (a palavra proibida!), mesmo que você tenha que arcar com tudo no final do mês. Você, que ensina aos seus filhos que a enganação faz parte de um contexto natural das coisas, que nem sempre você ganha, quase sempre você perde, que ele não guarde rancor (isso é imprescindível) e perdoe até aquele cidadão que colocar uma pistola na cabeça dele no sinal de trânsito. Fazendo tudo isso (e EU sei que VOCÊ faz!) você estará sendo um autêntico cidadão, um homem de bem, uma mulher honesta, um homem digno, uma mulher exemplar! Não esqueça nunca, jamais, de forma nenhuma de que quando você estiver caminhando pelo parque, com seus filhos, com sua esposa, tomando um saudável suco de laranja (nada de refrigerantes! Muito menos aqueles com corantes artificiais!) e admirando a paisagem (nada de cigarros, hein!), lembre sempre que haverá uma plaqueta que diz o seguinte: ‘NÃO PISE NA GRAMA!’ Mostre aos seus filhos, diga a eles que a consciência ambiental é crucial para o futuro das novas gerações (Hei, filho, nunca compre alimentos transgênicos! Seus filhos vão nascer com quatro cabeças se você comer um alimento transgênico!) e aponte para os babacas que pisam na grama, aqueles que são a exceção da regra, os subversivos, esses idiotas que traem a moral e os bons costumes, esses patifes! Escarre no chão! Exija que seu filho escarre também! Isso, garoto! Vamos lá! Você é o autêntico cidadão, defensor da moral e blá blá blá...!

Vocês devem pensar assim... devem ser inteligentes e tal. Eu que devo ser o burro e o idiota em questão.
Vocês nem pisam na grama, neah?
Boas pessoas vocês.

ouvindo: my bloody valentine - sometimes
 
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 escrevendo um romance para passar o tempo...
@ Hanrrikson de Andrade
NO RIO DE JANEIRO
Junho 06, 2005
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Ele não acredita, mas não é que o idiota resolveu falar por ele mesmo. Sim, ele resolveu, digamos, iniciar seu processo de independência em relação àquele sentimento. E a melhor forma de fazer isso é através da boa e velha verborragia, claro, e ele sabe disso. Sabe também que o tempo é detalhe crucial para que seus objetivos não se realizem – o tempo parece ser inimigo dele. Mas ele também tem vantagens, como a de saber a tradução daquilo que acontece, seja de forma inócua, seja de forma clara, esteja subentendido, esteja gritante em seu ouvido. Ele tem pressa, mas também tem medo. Tem medo, inclusive, de que percebam que ele é suscetível. Ele outro dia tava na frente do espelho tentando fazer ‘cara de simpático’. Sabe o pior? Ele não conseguiu... A verdade é que o que ele sempre quis foi um pouquinho só de atenção. Ela, pelo contrário, tem atenção até demais. Outro dia, ele a encontrou no show do ‘narcissist’, banda que ele nem gostava (ele tinha certas restrições musicas que não permitiam que ele gostasse dessa banda). Ela dançava, tremulava, pulava, enfim, parecia uma pessoa qualquer tendo um ataque de epilepsia. Aquilo causou uma certa esquivança para ele, que mais discreto, não encarava a alegria extravagante com muita naturalidade. Então ele chegou pra falar uma coisa qualquer com ela, e por desatenção, deixou seu copo de cerveja cair em cima de seu vestido. Ela até deve ter ficado realmente muito puta, mas disfarçou bem, indo ao banheiro rapidamente. Ele não sabia se a esperava – qualquer expressão que ele fizesse pareceria idiota depois daquilo – ou se saía covardemente pela porta dos fundos. Resolveu esperar. Esperou, esperou, esperou... Depois de quase uma hora e quinze minutos ela voltou. Desculpas, pediu ele, silêncio, ela fez. Sua cara de cachorro arrependido não era suficiente. Ele precisava fazer algo mais, só que faltava a ele um pouco de coragem. Subiu ele então na mesa do bar, derrubando todos os copos e garrafas que ali estavam, e bradou: ‘EU TE DOU OUTRO VESTIDO!’ Ela saiu correndo aparentemente rindo para um lugar afastado da multidão. Ele foi atrás, e quando chegou, ela resolveu fingir que estava puta. O problema não é o vestido, disse ela. Ele riu, sabia que ela estava mentindo. Você pode jogar cerveja na minha roupa também se quiser, ele falou, você acha que sou tão mesquinha assim, perguntou ela. Ele parecia estar piorando as coisas. Ele parou, pensou por alguns segundos em alguma forma melhor de se desculpar... Ele sabia, na verdade, que ela se imaginaria naquela situação, portanto, era melhor ele pensar em alguma coisa. O que você vai dizer agora, perguntou ela. Nada, disse ele. Ela não entendeu, e perguntou como assim nada? Sem ela esperar, ele a deu um beijo, deixando-a sem ação, um longo beijo, daqueles que te tiram o fôlego.

Ótima forma de se desculpar, disse ela.
Mas o meu vestido ainda continua molhado.

ouvindo: the libertines - narcissist
 
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 as pessoas tem pena de mim... oh, lástima!
@ Hanrrikson de Andrade
NO RIO DE JANEIRO
Junho 05, 2005
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Flávia diz:
eu e a flávia temos pena de você.


que merda, hein.

ouvindo: oasis - into the night
 
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