Considerações - A razão pela qual o natal é uma bosta |
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A razão - Eu odeio o natal. Mas eu não odeio o natal porque a maioria das pessoas que eu conheço também odeia o natal não, eu simplesmente odeio o natal porque o natal faz com que eu o odeie. Aliás, as pessoas fazem com que eu odeie o natal. As pessoas transformam o natal em algo tão fodidamente chato e tedioso que faz com que eu não queira sair do meu quarto nos minutos que antecedem a meia noite do dia 25 de dezembro.
A hipocrisia - As pessoas se aglomeram em suas casas esvaziando qualquer lugar na qual você pense sair para se divertir com seus amigos. Sendo que todos eles vão querer passar junto com a 'família' por causa do tal 'espírito natalino' de merda. Fora os parentes que você nunca viu na sua existência que brotam de todos os lugares e se instalam ao redor da mesa com muita, mas muita comida (o natal é o único momento no ano que você pode comer a vontade sem que nenhum daqueles seus parentes insuportáveis fique olhando e comentando).
A carnificina - O natal tem de ser abastança e fartura, claro, afinal a indústria precisa assassinar e vender animais como o frango, o 'chester' (eu até hoje não sei se o 'chester' é frango ou peru. Em todo caso, vou eleva-lo à categoria de animal), o peru, bacalhau e os demais animais servidos na noite de natal. E também tem aquelas coisas dispensáveis e ruins como nozes, ameixas, frutas cristalizadas. Mas porra, ninguém se dá conta do número absurdo de frangos e perus que morrem 'a mais' só porque os malditos seres humanos têm a 'frescura' de come-los obrigatoriamente uma vez por ano? Onde está o IBAMA nessas horas?
A enganação - Algumas famílias inventam de rezar antes da ceia, e pasmem, cantar parabéns para Jesus Cristo (sim, eu juro que já vi isso na casa de uma amiga minha). Começando pelo fato de que o hipotético nascimento de Cristo não se deu no dia 25 de dezembro. E mal se sabe se Cristo nasceu mesmo um dia. Como dizia Nietzsche: "Jesus Cristo foi apenas um bobão romântico que tentou mudar o mundo através de seu bom coração". Como as pessoas podem seguir uma tradição que não corresponde com a realidade dos fatos?
A decoração - E mais, toda essa tradição decorativa que as pessoas seguem foi idéia de um comercial de refrigerantes na primeira metade do século XX. Tipo, você imagina logo que o cérebro das pessoas foi invadido por um líquido negro e espumoso feito a base de extrato vegetal (que pode ser até da folha da cocaína). É, você não está errado.
As luzes - Odeio pisca-pisca.
O presépio - Tenho vontade de mijar em todos os presépios do mundo.
A programação da TV - Agora a Xuxa virou salva-vidas de Papai Noel? Ah vai pro inferno.
A trilha sonora - Porque "Jingle Bell" já está mais do que saturado.
Trauma - Nunca ganhei um presente decente.
Trauma 2 - Nunca me telefonaram pra desejar "Feliz Natal".
Missa do Galo - A prova de que a Igreja Católica é machista. Porque não Missa da Galinha?
Um pouco de conhecimento: Mas, o que vem a ser o Natal? Bom, além de todas as mediocridades que dizem por aí, costuma-se aceitá-lo, como um axioma, como sendo a data do nascimento de Cristo (isso mesmo, aquele que, não se sabe como, nasceu de uma virgem... sobre isso, vale dizer que o termo "virgem" surge na bíblia apenas na sua tradução do grego para o latim, antes disso, o termo que aparecia era "jovem".....).
Durante a Idade Média, a Igreja escravizava muito mais do que apenas a mente das pessoas. Mas, mesmo com o controle ideológico e o monopólio da cultura erudita exercidos por ela, verificou-se, entre os camponeses, a manutenção de uma forte tradição cultural pagã, pré-cristã, associada a elementos da cultura "bárbara" (reparem que o termo "bárbaro" era utilizado desde o Império romano para designar todos aqueles que não faziam parte da cultura e da civilização romana. Hoje fazemos a mesma coisa), onde rituais e crenças não aceitos pelo clero eram mantidos. Porém, a Igreja se alimentou da força dessas tradições culturais presentes no imaginário coletivo. É o caso da definição do nascimento de Cristo, historicamente imprecisa, que a Igreja fez coincidir com uma antiga comemoração pagã da época dos romanos, em homenagem a Saturno (que era deus do Tempo, assim como o era também Cronos, para os gregos). As saturnais, festas romanas em homenagem a Saturno (que se iniciavam no dia 17 de dezembro e seguiam por mais sete dias), ao que tudo indica, estavam tão enraizadas na tradição cultural popular pagã que a Igreja precisou abatê-las não simplesmente proibindo sua comemoração e matando quem fugisse às regras (como sempre fez parte do feitio da Igreja), mas sim assimilar essa data para seu calendário e impor uma comemoração a respeito de algo fictício (ou seja, o nascimento de Cristo) que viesse a reforçar o seu poder. Fragmentos de um texto do CMI
Isso daria um curta-metragem: "Minha sugestão é que vc aproveite o espírito natalino e faça algo de bom para alguém além de vc mesmo: destrua os enfeites de Natal da sua rua (luzes tão lindinhas, escondendo uma escuridão de miséria e mendicância); suma com todas as comidinhas calóricas de Natal que achar na sua casa, garanta que o peru passe do ponto, torrando-o; cause um tumulto nos grandes centros de compras (vomite dentro das lojas dos shoppings, gere um incêndio e saia gritando através dos corredores de compras, gerando um pânico inigualável); arranque a barba de algum ridículo fantasiado de Papai Noel, escarrando em seus olhos, bem na frente de uma criancinha (depois chegue próximo à orelha dessa mesma criancinha e sussurre "o Papai Noel morreu....nós o matamos", faça com que ela chore muito); fique bêbado e mije em cima de um presépio, bem no momento em que alguém ia tirar uma foto (prepare-se para apanhar bastante dos seguranças). Em suma, destrua toda a mentira gerada pelo Natal, pela Igreja e pela Sociedade de Consumo. Afinal, um pouco de caos nunca fez mal para ninguém, não é mesmo!?"
e mesmo assim, um feliz natal
ouvindo: pedro the lion - never leave a job half done |
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publicado por AFORISMO.NET @ 27.12.04
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Negando a postura do sucesso |
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O rapaz bem-sucedido se senta de frente ao psicólogo.
Ele está livre para falar, pensar ou agir como quiser.
Uma das poucas vezes que isso acontece com ele...
Diga-me, doutor;
A paz te satisfaz?
Problemas existem;
As dificuldades persistem;
Eu não vejo horizontes possíveis nessa minha vida completamente idiota
Não vivo de ilusões
Sou pragmático nas decisões
E burocrático nas emoções
Este sou eu
Esta é a minha vida
Depois de ficar sozinho por horas
Apenas olhando para as paredes
O rapaz bem-sucedido volta a sala
Para, novamente, encarar sua própria realidade...
A paz ainda continua te satisfazendo?
Onde estão meus atalhos?
Vivo à base do automático
Sou belo e estático
Não consigo ser mais do que isso
Vivo à base de compromisso
Estou resumido ao que tenho
Vivo do desempenho
Seja ele qual for
Não reconheço o amor
Prefiro o intenso prazer
Não vejo graça em dizer:
“Eu te amo!...”
Com o amor não se faz negócio
E isso é absurdamente irritante
Gosto de ser importante
E controlar as coisas
Vivo à base da dor
E isso sustenta a minha parceria com a multinacional da aspirina
Esta é a minha sina
Esta é a minha vida
O doutor retruca com frases sucintas.
O rapaz bem-sucedido se mostra transtornado.
Paz? Isso já nem existe mais...
Sim, tanto faz!
Tanto faz se vivo da alegria
Da cordialidade ou da harmonia
Tanto faz se vivo de ódio e traição
Tanto faz se tenho uma pedra no lugar do coração
Isso não me interessa
Vivo à base da pressa
Não sobreviveria
Sem minha desgastante correria
O meu fatídico cotidiano é o que me faz vivo para o mundo
O doutor se levanta e caminha até a janela...
Olha para baixo, analisando cada pessoa que passa...
Todas aquelas que cruzam a grande avenida
Ele volta a seu divã...
Com plácida expressão, escreve seu diagnóstico...
Que não é e nunca será difícil de se prever...
O diagnóstico do doutor é apenas um...
O mais eficaz e sem contra-indicações...
De maneira nenhuma, doutor;
Jamais trocaria minha vida confortável
Por algo que me parece tão improvável...
Isso é loucura!
Não posso negar minha postura
Não suportaria sair da frente da TV
Para ver ondas se chocando contra as pedras
Como viver sem notas, sem moedas...
Não há outro jeito, doutor?
O rapaz bem-sucedido se levanta
E se joga contra as paredes
Em atitude insana
O doutor permanece sentado
Calmamente
Enquanto o transtornado rapaz
Quebra tudo ao seu redor
Não é possível...!
Como suportar tamanha dor...?
O rapaz bem-sucedido abre sua carteira
O doutor apenas observa
Ele começa a beijar aquelas cédulas
Aquele dinheiro sujo que o confortava
Ele se ajoelha, e chora...
Ó, minhas doces companheiras...
Meu coração acelera a cada nota ganha
Não necessariamente pelas pontes de safena
Mas pela beleza contida em vossa textura serena
Como vos amo, minhas pérolas verdejantes...
Como vos amo...
Dói-me muito saber que nunca mais as verei...
Que nunca vos façam mal
Meu lindo conforto
De forma rápida e surpreendente
O rapaz bem-sucedido se atira da janela
Como um preso que se liberta do cárcere
Como um simplório bebê que se livra das grades do berço
Como o deplorável drogado que se livra do vício
Ali, com aquela atitude;
Ele começava a viver
E para isso foi preciso negar a postura de seu sucesso.
ouvindo: texas is the reason - antique |
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publicado por AFORISMO.NET @ 26.12.04
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O metal e suas subdivisões inúteis |
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Pro bom início deste intrínseco e descompromissado blog, colocarei um texto do 'Man-Machine' que costuma postar em um desses prostíbulos vietnamitas da vida. O texto segue abaixo.
Para entender as diferentes vertentes do Metal e do Rock, vamos imaginar uma situação e seus respectivos desfechos na abordagem de cada estilo.
"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão"...
METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.
TRUE METAL:
O protagonista chega no castelo e vence o dragão em uma batalha justa usando uma espada. Banhado no sangue do dragão, transa com a princesa.
THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.
HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.
FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora... sem a princesa.
VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.
DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.
BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.
GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele de novo.
SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é uma das fotos.
DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.
WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".
NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. Foge e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".
ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.
PUNK ROCK:
Joga uma pedra no dragão e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.
PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.
HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.
GLAM ROCK:
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o Hair Dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
e vão pro inferno antes de qualquer coisa. |
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publicado por AFORISMO.NET @ 25.12.04
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...textos
memoráveis |
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...vida
boêmia |
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...análises
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