Confira abaixo o vídeo da música You And Whose Army (Amnesiac, 2001), feito por este que vos fala durante a indescritível apresentação do Radiohead, na última sexta-feira (20), na Apoteose. A banda inglesa foi a principal atração do festival Just a Fest, que contou também com os shows do Los Hermanos, após um longo período de inatividade; e dos alemães do Kraftwerk.
Este é só o primeiro vídeo que posto aqui. Gravei outras músicas, mas infelizmente ainda não tive tempo hábil para editá-las, já que trabalhei neste fim de semana.
“Quando fico mais fraca, é que fico mais forte”, disse ela, no momento em que o garçom trouxera mais uma garrafa de Erdinger, pois a da mesa já estava vazia. Discutíamos a respeito da resistência alcoólica das pessoas em geral ou algo do tipo (sinceramente, não me recordo com exatidão).
“Eu me lembro dessa frase. Se não me engano, a escutei em algum desenho japonês do início dos anos 90”, respondi.
“Eu era uma grande fã desse seriado, cujo nome também não lembro. Mas o que é, de fato, relevante, é... (pausa) Como ela se encaixa perfeitamente nos meus momentos ébrios, nas minhas incursões noturnas pelos bares da cidade”, ela retrucou, riscando um desses fósforos de hotel para acender o seu Camel.
“Deixe-me entender. A embriaguez impulsiona uma força interior desconhecida por você na continuidade dos sentidos, isto é...”, interrompi o raciocínio, não chegaria a lugar algum. Digamos que fora apenas uma vã tentativa de compreendê-la, pois eu estava realmente disposto a dedicar toda e qualquer atenção a ela, compartilhar de todos os pormenores, mesmo que estes não fizessem sentido algum.
“Nessa vida ninguém foge porque tem medo. Pelo contrário, medrou quem fugiu”, ronronou ela.
“De certa forma, atrelar a sua força interior à ingestão de bebidas alcoólicas pode ser visto como um espécime de covardia, não acha?”, repliquei, olhando-a fixamente, sem que nenhum detalhe de seu corpo escapasse às minhas retinas.
"Se você é capaz de sorrir quando tudo deu errado, é porque já descobriu em quem por a culpa”, ela sussurrou baixinho, com o olhar preso ao copo, no momento em que uma névoa abandonara a sua boca.
“Então você afirma que todos os seres humanos são covardes? Que a angústia provocada pela falha, ou eventual omissão, surge naturalmente na medida em que convivemos com os nossos receios? Que a postura estática é, na verdade, a pobreza moral?”, questionei, ainda na tentativa de compreendê-la. Fosse outra e eu já teria me levantado para jogar caça-níquel ou, quem sabe, distribuir puladinhos e cruzados ao som da Orquestra Tabajara.
“Pobre é foda, meu querido. Sempre diz que não tem nada, mas quando chove diz que perdeu tudo”, replicou, apontando para um casal na mesa ao lado. “Veja-os. São casados, provavelmente. O matrimônio é a única instituição na qual se conquista a liberdade por mau comportamento“, completou.
“O casamento pode significar a ruptura no que diz respeito aos laços de liberdade, concordo, porém há quem considere tal instituição como projeto de vida propriamente dito. Há aquelas que anseiam maridos ricos ou financeiramente estáveis, médicos talvez. Outras, por sua vez, largam tudo para viajar pela América do Sul com um hippie argentino, cuja renda mensal não passa de míseros 150 reais mensais, obtida através da comercialização de óculos escuros em Copacabana, além de outras bugigangas e quinquilharias hippies produzidas entre um baseado e outro”, falei, antes de beber os três últimos dedos de Erdinger.
"Há duas palavras que abrem muitas portas: Puxe e Empurre”, respondeu, seca. Sua obsessão etílica já estava a bater à porta novamente.
“Clarifique o raciocínio, por favor”, eu disse.
Ela, porém, se calou. Por cinco ou seis segundos, a odiei por adotar um silêncio com viés de indiferença, como se aquele diálogo, aquele momento de interação quase existencial, jamais tivesse existido. Como se incinerar variadas experiências fosse algo fácil, automático, superficial. No entanto, é sabido por 99% dos meus amigos de mesa de bar: eu não seria capaz de nutrir ódio por ela. Não mesmo.
Ela se calou e... Assim permaneceu. Ela, a garrafa. Ali, na minha frente, refletindo de forma velada uma inquietude acerca do destino, exalando angústia por meio de poros insólitos. Um contraste entre o vigor intrínseco, potencialmente capaz de derrubar quaisquer indivíduos, e a fragilidade de sua embalagem, de sua máscara, de seu esconderijo. A resposta e a dúvida, ao mesmo tempo.
Muitos dos filmes que concorreram ao 66th Golden Globe Awards 2009 ainda são desconhecidos pelo público brasileiro. "Slumdog Millionaire"era um deles. Uma produção quase independente de Danny Boyle (o mesmo que dirigiu a adaptação de Trainspotting para as telas, sem que o filme ficasse pior do que o livro, o razoável Caiu do Céu e o pavoroso Sunshine: Alerta Solar) e que faturou quatro Globos de Ouro na noite do último domingo, em Los Angeles, incluindo os de Melhor Filme Dramático e Melhor Roteiro, e o de Melhor Diretor para Boyle.
O longa, que também venceu, no ano passado, o Cadillac People’s Choice, principal prêmio do Festival de Toronto, conta a história de Jamal Malik (Dev Patel), um jovem pobre de Mumbai, na Índia, que, apesar do analfabetismo, consegue chegar à final de um programa de televisão chamado "Who Wants to be a Millionaire?" (uma espécie de “Show do Milhão”). Desconfiada de que o rapaz teria trapaceado, a polícia indiana acaba o torturando e, assim, ele conta sua história de vida e revela o verdadeiro objetivo que o motivou a participar do programa: encontrar a garota pelo qual é apaixonado, Latika (Freida Pinto).
Slumdog Millionaire, porém, vai além do romance e do drama. Muito possivelmente, a co-produção entre Inglaterra e Índia se transformou no primeiro filme em escala internacional a explorar o universo de Bollywood, a multimilionária indústria do cinema indiano. E nesse contexto em que a ostentação, o luxo e a fantasia constrastam com os desajustes sociais e painéis de miserabilidade, uma história de amor se faz presente (antes de qualquer comparação, é bom deixar claro que não se trata de um clichê shakesperiano ou algo do tipo, pois o amor aparece na mesma proporção de qualquer outro signo icônico trabalhado pelo filme). A ideia é explorada com sensibilidade tanto na construção dos personagens como nas locações.
Em uma entrevista concedida à MTV, em julho de 2007, Danny Boyle definiu o seu novo trabalho da seguinte forma:
- A verdadeira razão pela qual ele vai ao programa é que ele perdeu contato com a garota que ele ama. Tudo que ele sabe é que ela assiste a esse programa religiosamente, então ele decide participar para tentar recuperá-la - disse o cineasta irlandês.
O roteiro se dá através de duas linhas temporais paralelas: simultaneamente, o espectador acompanha o processo em que Jamal Malik é preso e torturado, durante o qual ele revela detalhes de seu árduo cotidiano, e a trajetória do jovem no programa de perguntas e respostas. Ou seja, ao mesmo tempo em que testemunhamos a oportunidade de um adolescente pobre e analfabeto ascender socialmente, somos sensibilizados pela nobreza de sua biografia e de sua paixão por Latika. Quer saber o que acontece no fim? Clique aqui para baixar Slumdog Millionaire (a legenda está junto com o torrent), que ainda não tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros.
O talento de Danny Boyle, conhecido por seus lépidos movimentos de câmera e cores vibrantes ou pelos cortes nervosos, os quais colocam o espectador no meio da ação, é indiscutível, assim como a beleza da obra desenvolvida pelo roteirista Simon Beaufoy (Ou Tudo Ou Nada). Porém, o resultado final de Slumdog Millionaire se deve e muito ao trabalho da co-diretora Loveleen Tandan, natural de Mumbai. Além de guiar o diretor irlandês no que diz respeito à geografia, Tandan também exerce um influente papel no sentido de conferir ao trabalho uma natureza mais realista. Afinal, as locações se concentram nas ruas e vielas da cidade indiana, nas quais há um número exorbitante de mendigos, e em aglomerações de uma favela formada com chapas de alumínio, passando por um bairro de prostituição até o marco arquitetônico da estação de trem Victoria Terminus. (Foto: Sawf News)
Ela é o ponto chave desse encontro entre Hollywood e Bollywood, do formato, estilo e técnica usados na indústria norte-americana e um roteiro que remete aos clássicos do cinema indiano setentista.
- Para nós é quase como uma validação da nossa celebração do cinema, a forma como contamos nossas histórias - disse a co-diretora. - Parece nosso.
No entanto, as semelhanças param por aí. Quem viu Slumdog Millionaire sabe que o filme não poderia ser de Bollywood, uma vez que a indústria do cinema indiano trabalha essencialmente com cenários produzidos em grandes estúdios ou até mesmo lugares exóticos, a fim de produzir uma sensação de loucura, criar uma atmosfera de fantasia. Definitivamente, não é o caso.
A CONSAGRAÇÃO DE WINSLET. O Globo de Ouro 2009 significou também a afirmação para Kate Winslet (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), que é até hoje lembrada por sua atuação no arrebatador Titanic, porém está longe de ser esse o seu melhor trabalho. A atriz faturou as estatuetas de Melhor Atriz em Filme Dramático, por Revolutionary Road, e Melhor Atriz Coadjuvante, por The Reader. Infelizmente, ambos os filmes ainda não foram disponibilizados na internet (caso você conheça algum link e quiser compartilhá-lo, sinta-se à vontade) e eu não pude ver. Mas pelo making of, trailer e cenas divulgadas, dá pra ter uma noção da boa fase de Winslet. Não se ganha dois Globos de Ouro assim, de um dia para o outro.
De qualquer forma, Winslet me ferrou no bolão da produtora. Quanto ao prêmio de melhor atriz coajudante, tinha apostado em Amy Adams, indicada por Dúvida. Já em relação ao de melhor atriz em filme dramático, apostei com veemência em Anne Hathaway, que está sensacional em O Casamento de Rachel, um dos destaques do Festival do Rio 2008. Bah.
SURGE UMA ESTRELA. Ouvi alguns comentários pouco entusiásticos quando apostei em Sally Hawkins (Happy-Go-Lucky) para o prêmio de melhor atriz em filme de comédia ou musical, não é, @emartins? Pois bem, ela venceu, e com justiça. É uma dessas atrizes da nova geração formadas no teatro e com potencial para brilhar em qualquer tipo de personagem. Rebecca Hall é muito bonita e tem futuro, mas não rouba a cena em Vicky Cristina Barcelona. Meryl Streep, a meu ver, pagou o grande mico da carreira ao aceitar um papel em Mamma Mia!. Frances McDormand, impagável em Queime Depois de Ler, era outra que poderia vencer o prêmio. Mas deu Sally Hawkins, fazer o que.
A Emma Thompson eu não cheguei a ver em Last Chance Harvey.
PRÊMIO DUVIDOSO. Não pude conferir a atuação de Dustin Hoffman em Last Chance Harvey, mas duvido que ele não tenha sido melhor do que Colin Farrell em Na Mira do Chefe. E não se trata nem de uma questão de preconceito, por ele se enquadrar no estereótipo de "bad boy de Hollywood" e ter uma carreira, no mínimo, duvidosa. Em Na Mira do Chefe, Farrell não chega a ser uma tragédia, mas também está longe de ser digno de um Globo de Ouro. Dos concorrentes, vi apenas Javier Bardem em Vicky Cristina Barcelona. Por isso não tenho condições de ser mais taxativo do que isso em relação ao comentário.
Ah, e quanto ao Javier Bardem, ficou no mesmo patamar: nem trágico, nem espetacular. Bem distante da atuação perfeita como Chigurh, em Onde Os Fracos Não Tem Vez.
Pois bem, eu não só apostei em Sean Penn no bolão como também gostei mais de sua atuação (aliás, considero que o filme não vem recebendo a devida atenção da crítica internacional). No entanto, não consigo entender a opinião de Rubens Ewald Filho. Nada tem a ver com o merecimento ao Globo de Ouro ser um galã como Brad Pitt ou Leonardo DiCaprio, ou um "cult" como Sean Penn. Rourke está excelente em The Wrestler e era um concorrente à altura dos demais. Portanto, a estatueta está em boas mãos.
Agora, para o bolão do Oscar, continuo apostando no Sean Penn. E não comentei a respeito de Leonardo DiCaprio pois não vi o filme pelo qual foi indicado, Revolutionary Road.
O mês de fevereiro é sempre agitado para o mundo do cinema, afinal, duas grandes premiações e um dos principais festivais da Europa acontecem nesta época: o Orange British Academy Awards, o Oscar e o Festival de Berlim - além, claro, de uma série de prêmios distribuídos por institutos, sindicatos, associações, veículos de comunicação, entre outros. É o momento em que atores, diretores, roteiristas, produtores e outros profissionais ligados à área desfilam por tapetes vermelhos em busca de reconhecimento e consagração. E em 2009 não será diferente, uma vez que, mesmo com a crise econômica global, a indústria do cinema funcionou a todo vapor nos últimos 12 meses, levando às telas películas de extrema qualidade.
Quem dá a largada é o Festival de Berlim, cuja 59ª edição acontece de 5 a 15 de fevereiro. A inauguração contará com o lançamento do longa de ação The Internacional, do diretor alemão Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra), e protagonizado por Naomi Watts e Clive Owen. Outros lançamentos confirmados para o decorrer do evento são A Pantera Cor de Rosa 2, dirigido pelo holandês Harald Zwart (O Agente Teen), que é a sequência do blockbuster estrelado por Steve Martin; e Garapa, documentário do brasileiro José Padilha (Ônibus 174), que fez sucesso à nivel internacional com o longa Tropa de Elite, ganhando, inclusive, o Urso de Ouro em Berlim no ano passado. O novo trabalho de Padilha mostra o cotidiano de três famílias cearenses em situação de insegurança alimentar grave. O documentário foi exibido na Mostra Internacional de São Paulo do ano passado.
A organização do Festival de Berlim já confirmou 21 dos 50 filmes que serão exibidos na principal mostra do evento, "Panorama", dedicada aos novos trabalhos de diretores renomados. No site oficial, o organizador do festival, Wieland Speck, afirmou que praticamente 50% da seleção oficial já estão definidos, e novas listas devem ser divulgadas em breve. Outros filmes confirmados no Berlinale: Absolute Evil, de Ulli Lommel; The Countless, da diretora e atriz Julie Delpy; When You're Strange, de Tom DiCillo; Skirt Day, de Jean-Paul Lilienfeld, entre outros. Mais informações no site oficial do evento.
Três dias após o início do festival alemão, acontece o Bafta (British Academy of Film and Television Arts), em 8 de fevereiro, no Royal Opera House, em Londres. A premiação, conhecida como Orange British Academy Awards, é a mais importante entre as cinco promovidas pela Academia, sendo considerada o equivalente britânico ao Oscar. Em 2008, 11 estatuetas do Bafta coincidiram com as do Oscar, entre os quais a de Melhor Diretor para os irmãos Coen (Onde o Fracos Não tem Vez), a de Melhor Roteiro Original para Diablo Cody (Juno), a de Melhor Ator para Daniel Day-Lewis (Sangue Negro), a de Melhor Atriz para Marion Cotillard (Piaf: Um Hino ao Amor), a de Melhor Ator Coadjuvante para Javier Bardem (Onde Os Fracos Não Tem Vez), a de Melhor Atriz Coadjuvante para Tilda Swinton (Conduta de Risco), entre outros.
A seleção oficial dos concorrentes ao Bafta 2009 será divulgada no dia 15 de janeiro. Nesta quarta-feira, a Academia Inglesa divulgou os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Destaque para o filme de animação israelense Waltz with Bashir (Valsa com Bashir, que estreou no Festival do Rio do ano passado), de Ari Folman (Made In Israel), que retrata o massacre de palestinos em Beirute em 1982; a animação francesa Persepolis (Persépolis, que estreou no Brasil em fevereiro de 2008), uma adaptação do popular romance em quadrinhos de Marjane Satrapi, com direção de Vincent Paronnaud (Raging Blues) e da própria quadrinista; e o polêmico longa italiano Gomorra (cuja estreia também ocorreu no Festival do Rio 2008), de Matteo Garrone (Terra Di Mezzo, Primo Amore), sobre as novas diretrizes da máfia italiana.
Completam a lista as produções alemã The Baader Meinhof Complex (O complexo Baader Meinhof, baseado no livro homônimo de Stefan Aust), dirigido Uli Edel (Christiane F. - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo), e a belga l y a longtemps que je t'aime (I've Loved You So Long), de Phillipe Claudel.
Já em 22 de fevereiro, acontece a 81ª edição do Oscar, o mais famoso e cobiçado troféu do cinema e um dos principais eventos de Hollywood. A corrida pela estatueta ganhou novos rumos com o adiamento das estréias de The Road, The Soloist e Defiance, anunciado nesta quarta-feira. Com isso, eles podem até mesmo ficar fora da premiação. Consequentemente, alguns atores que estavam até então bem cotados podem comparecer ao Kodak Theatre, em Los Angeles, na condição de meros convidados, tais como Viggo Mortensen (The Road), Daniel Craig (Defiance) e a dupla Robert Downey Jr. e Jamie Foxx (The Soloist). Uma segunda possibilidade para Downey Jr., porém improvável, seria a indicação para Melhor Ator Coadjuvante por Trovão Tropical.
Assim, parece razoavelmente óbvio que Sean Penn e Brad Pitt, protagonistas de Milk e O Curioso Caso de Benjamin Button, respectivamente, já estão praticamente garantidos na lista de indicados ao prêmio de Melhor Ator. Outros fortes concorrentes são Frank Langella (Frost/Nixon), Mickey Rourke (The Wrestler) e Josh Brolin, que interpreta o presidente norte-americano George W. Bush em W, de Oliver Stone. Já no que diz respeito ao prêmio de Melhor Atriz, as favoritas são Anne Hathaway (O Casamento de Rachel), que faturou o Palm Springs International Film Festival Awards na última terça-feira, Sally Hawkins (Happy-Go-Lucky), Meryl Streep (Dúvida) e Kate Winslet (The Reader). Quanto ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante, é praticamente certa a indicação póstuma para Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas), que concorre com Javier Bardem (Vicky Cristina Barcelona), vencedor no ano passado, e Phillip Seymour Hoffman (Dúvida). Para o de Melhor Atriz Coajuvante, as favoritas são Amy Adams (Dúvida), Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona) e Marisa Tomei (The Wrestler).
Uma das disputas mais acirradas é a do prêmio de Melhor Diretor. Nomes fortes como Danny Boyle (Slumdog Millionaire), David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button), Gus Van Sant (Milk), Ron Howard (Frost/Nixon), Darren Aronofsky (The Wrestler) e Christopher Nolan (Batman - O Cavaleiro das Trevas) estão no páreo. Os irmãos Coen (Queime Depois de Ler), que faturaram a estatueta em 2008, correm por fora. Para o de Melhor Filme, a lista é mais extensa, porém vários nomes se repetem: O Curioso Caso de Benjamin Button, Frost/Nixon, The Reader, Slumdog Millionaire, The Wrestler, Revolutionary Road, Queime Depois de Ler, Vicky Cristina Barcelona, Batman - O Cavaleiro das Trevas, entre outros. Provavelmente, quem levar a estatueta de Melhor Diretor também será coroado com o de Melhor Filme, o principal prêmio do Oscar.
Algumas premiações são totalmente previsíveis, como a de Melhor Animação para Wall-E, por exemplo. Afinal, o filme de Andrew Stanton figura na maioria das listas de melhores filmes de 2008, incluindo a primeira colocação nas de A.O. Scott e Stephen Holden, críticos conceituados do New York Times, a terceira na da britânica Sight & Sound e o prêmio de melhor filme de 2008 concedido pela Associação de Críticos de Los Angeles. Em relação aos prêmios de Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado, uma boa referência é a lista de indicados aos prêmios concedidos pelo sindicato da categoria em Hollywood, o Writers Guild of America (WGA): Milk, Vicky Cristina Barcelona, The Visitor, The Wrestler e Queime Depois de Ler na categoria roteiro original; e O Curioso Caso de Benjamin Button, Batman - O Cavaleiro das Trevas, Dúvida, Frost/Nixon e Slumdog Millionaire, na categoria roteiro adaptado.
Quanto ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, o italiano Gomorra, de Matteo Garrone, desponta como favorito. Porém, filmes como o francês Entre Les Murs, de Lauren Cantet, vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2008; a animação israelense Valsa com Bashir, de Ari Folman, escolhido pela National Society of Film Critics (EUA) como o melhor filme de 2008; Aquele Querido Mês de Agosto, do português Miguel Gomes; The Baader Meinhof Complex (baseado no livro homônimo de Stefan Aust), dirigido Uli Edel; o turco Três Macacos, de Nuri Bylge Ceylan; e Minha Mágica, do iraniano Eric Khoo, são concorrentes de peso. O representante brasileiro na disputa, Última Parada 174, de Bruno Barreto, praticamente não tem chance alguma de ser escolhido. A grata surpresa foi a escolha de Mataram a Irmã Dorothy, uma co-produção entre Brasil e Estados Unidos, para a pré-seleção do prêmio de Melhor Documentário em Longa-Metragem. O filme, dirigido por Daniel Junge, concorre com outros 14 documentários, incluindo Procedimento Operacional Padrão, de Errol Morris, e o ecodocumentário Encounters at the End of the World, do mestre alemão Werner Herzog (O Homem Urso), a uma das cinco indicações.
Minha lista dos 10 melhores filmes de 2008
1. Guerra Sem Cortes, Brian de Palma. 2. O Silêncio de Lorna, Luc e Jean-Pierre Dardenne. 3. Entre Les Murs, Lauren Content. 4. Milk, Gus Van Sant. 5. Linha de Passe, Walter Salles. 6. Minha Mágica, Eric Khoo. 7. Gomorra, Matteo Garrone. 8. O Curioso Caso de Benjamin Button, David Fincher. 9. Verão de 62, Mehdi Charef. 10. The Wrestler, Darron Aronofsky.
Milk, O Curioso Caso de Benjamin Button e The Wrestler ainda não estrearam no Brasil, mas já estão disponíveis para download na internet.
*Infelizmente, acabei apagando o email com os links para download de Entre Les Murs. Mas vou tentar achá-lo e compartilharei aqui assim que possível. *Estou apenas repassando os links, não tenho qualquer tipo de responsabilidade com o upload dos vídeos.